Hemose divulga coleta externa para cadastro de medula óssea

 Nesta quinta-feira, 13, das 18h às 21h, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) realiza uma coleta externa, para o cadastro de medula óssea, na Faculdade Pio Décimo, campus Centro, em Aracaju. Uma palestra voltada para prestar orientações sobre o serviço reforçou a importância social da ampliação de pessoas inscritas ao Registro Nacional de Doadores de Medula óssea (Redome).
No encontro com a participação de estudantes dos cursos técnico de segurança do trabalho e de enfermagem, a assistente social, Josceline Souza, relatou que a medicina já identificou mais de 80 tipos diferentes de leucemia e que em algumas situações o transplante da medula é o único recurso para que o paciente seja curado da enfermidade. “Essa cura está associada a um doador compatível. Dentro da família, pai, mãe e irmãos a chance de encontrar a compatibilidade é 25% e ,fora, é de uma para cem mil. Por isso que é importante trazer esses esclarecimentos”, completou.
O processo de cadastro é realizado unicamente nos hemocentros dos estados em duas etapas. Na primeira, o voluntário preenche uma ficha com informações pessoais e na etapa seguinte doa uma amostra com 4 ml de sangue destinados  a testes necessários para identificar as características genéticas do doador  inscrito no banco de dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.
Essas informações são cruzadas diariamente com o outro banco de dados, o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme)  para rastrear um possível doador compatível com o paciente que aguarda o transplante da medula.
Para coordenadora do curso de enfermagem da Pio Décimo, Marcia Aurélia Almeida Siqueira, a palestra além de informar provoca uma reflexão mais ampla sobre a saúde. “Por conta da formação, esses alunos irão guardar essas informações e enquanto cidadãos podem contribuir de forma solidária com a recuperação plena da saúde de um indivíduo que busca através do transplante sua sobrevivência”, salientou.
Solidariedade
No auditório cerca de 100 alunos assistiram à palestra e o vídeo motivacional com relatos de pacientes que realizaram o transplante. Dentre eles, Juliane dos Santos, do curso técnico em enfermagem. “Eu acho que ajudar o próximo é importante, mas no caso da doação da medula, é preciso consciência desse ato, porque depois que a pessoa é informada que é compatível, não dá para voltar atrás e deixar o paciente sem o transplante da medula sadia”, comentou.

Publicado: 12 de setembro de 2018, 15:13 | Atualizado: 12 de setembro de 2018, 15:13