Grupo terapêutico beneficia pacientes com estomias no CER IV

O projeto ‘Vem viver ostomia’ foi criado em 2023 para conscientizar a sociedade e romper paradigmas

Para beneficiar os pacientes com estomias no estado de Sergipe, o Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), por meio do Serviço de Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas (Saspo), criou o projeto ‘Vem viver ostomia’, um programa terapêutico de reabilitação para pacientes com estomias de eliminação. O objetivo é contribuir para minimizar os medos, as dúvidas e as dificuldades dos usuários, favorecendo medidas de autocuidado e prevenindo complicações, com foco na saúde mental.

Uma das ações realizadas pelo grupo terapêutico é feita em piscinas, realizadas em pacientes com estomas (que usam bolsas de colostomia no abdome para coleta de efluentes). Durante a ação, os pacientes são supervisionados e acompanhados pela equipe multidisciplinar do grupo terapêutico do CER IV. Essa é uma ação de conscientização necessária para romper o estigma de que os pacientes nessas condições não podem tomar banho de piscina ou até mesmo entrar no mar.

A iniciativa conta com uma equipe multidisciplinar. De acordo com a gestora operacional do Serviço de Atendimento aos Ostomizados, a enfermeira Ivone Andrade, o projeto se faz importante por fomentar a inclusão em atividades de lazer dos pacientes. “O ano passado foi a primeira edição e teve uma repercussão maravilhosa. Reabilitar esse paciente e mostrar para ele que tem condições de  participar de tudo quebra paradigmas. Este ano, não foi diferente. Estamos aqui com o mesmo intuito, melhorando a qualidade de vida dos nossos pacientes com um serviço de qualidade”, salientou.

Os pacientes assistidos aprovam a ação do grupo terapêutico. Valder dos Santos, de 41 anos, há três meses de colostomizado, ressaltou que foi a primeira vez que entrou na piscina após a cirurgia. “No início, eu fiquei  um pouco receoso e com vergonha. É tudo muito novo, mas logo depois, com as atividades e brincadeiras na água, tudo foi se tornando mais leve. A água estava bem quentinha e muito confortável, com certeza irei participar mais vezes”, disse Valder.

Já para Maria Augusta de Jesus, 77, que participou da primeira e da segunda edição, o grupo se tornou uma segunda casa. “A gente chega aqui triste, mas acaba saindo alegre. Temos que agradecer por essa nova forma que nos permitiu viver que o que vale é estar vivo, por isso temos que nos alegrar. Essa terapia faz com a gente sempre pense positivo. Os profissionais daqui sabem como transformar nossas vidas”, comemorou.

Fotos: Mário Sousa

Publicado: 12 de abril de 2024, 17:36 | Atualizado: 12 de abril de 2024, 17:36