Em dois meses, 600 pessoas são atendidas no Huse por intoxicação por automedicação

Dor de cabeça, febre, dor de garganta, enjoo, entre outros sintomas leves, são comumente tratados por meio de automedicação. Um hábito que pode gerar riscos à saúde, pois dependendo da dosagem ingerida, a medicação que serve para cura termina causando complicações. Muitas vezes, por falta de tempo ou dificuldade de acesso ao médico, muitos acabam recorrendo a indicação de pessoas não habilitadas, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde.

Nos dois primeiros meses deste ano 600 pessoas foram atendidas no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Só para se ter uma ideia, durante todo o ano passado aconteceram 425 casos de intoxicação por ingestão de medicamentos no hospital.

De acordo com o coordenador do Ciatox, o farmacêutico Antônio Medeiros Venâncio, as pessoas precisam ter consciência de que a automedicação é perigosa. “É importante que as pessoas busquem um atendimento médico para que esse profissional indique o medicamento adequado para cada caso. Em caso de intoxicação por medicação, as pessoas devem procurar o hospital mais próximo para atendimento e precisão no diagnóstico”, explicou o coordenador. Vale ressaltar que os analgésicos, os antitérmicos e os antiinflamatórios representam as classes de medicamentos que mais intoxicam e causam reações alérgicas.

Publicado: 16 de maio de 2017, 14:46 | Atualizado: 16 de maio de 2017, 14:46