Disfagia é discutida por fonoaudiólogos do Huse no projeto ‘Rodas da Vida’
Por Katiane Menezes
Um serviço de referência. É dessa forma que é avaliado o trabalho dos fonoaudiólogos do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), que realizam um importante papel na qualidade de vida dos pacientes internados. Um exemplo disso foi acompanhado durante a realização do ‘Rodas da Vida’, projeto idealizado com objetivo de humanizar as relações de trabalho e atendimento no Huse.
Na última semana, o fonoaudiólogo Arthur Marcelino, com a colaboração da fonoaudióloga Gilmara Gonçalves, apresentou para acompanhantes e pacientes da Ala 400, o tema Disfagia, um distúrbio de deglutição que pode ocorrer do recém nascido ao idoso. Quando não tratada adequadamente, a disfagia pode levar o paciente à desnutrição, desidratação, pneumonia aspirativa e até a morte. Pacientes, acompanhantes e profissionais, participaram da atividade.
“A atividade foi realizada de forma lúdica e interativa. Os participantes aprenderam na prática como a deglutição funciona, tiraram dúvidas sobre o uso das vias alternativas alimentares. Eles compreenderam o importante papel do fonoaudiólogo dentro do hospital e sua função de reabilitar os distúrbios que comprometem a deglutição e a comunicação do paciente”, afirmou Arthur Marcelino.
Ainda segundo o fonoaudiólogo, “atividades como o ‘Rodas da Vida’ são de grande importância no processo de humanização dos ambientes de saúde. Além disso, fazem com que os participantes se tornem cidadãos conscientes da importância em promover sua própria saúde, dos familiares e toda a sociedade”.
O ‘Rodas da Vida’ encerrou as atividades com música e muita interação entre os participantes. De acordo com o coordenador do projeto, Edney Vasconcelos, esse é um momento de humanização que reflete no cuidado com o paciente e insere, também, seus acompanhantes ou familiares.
“A cada encontro, uma nova surpresa, momentos incríveis em que o paciente participa e esquece por alguns instantes o seu problema. Levamos música, informação com temas de importância para eles e muita alegria”, declarou.
A aposentada Dolores da Graça, está acompanhando o esposo que, depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ficou com dificuldade de deglutir. Para ela, esses encontros só trazem alegria e cuidado com o paciente. “Eles explicam tudo tão direitinho e ainda nos divertem em meio a tanta tristeza”, disse.
A disfagia não é uma doença, mas é um dos sintomas mais frequentes em consequência do AVC, TCE, traumas e tumores de face, pescoço e em pacientes traqueostomizados ou em uso prolongado de tubo orotraqueal, entre outros. A atividade teve o apoio do conselho Regional de Fonoaudiologia da quarta região – Crefono 4 e da comissão do Sindicato de Fonoaudiologia do Estado de Sergipe – Sinfonser.
Publicado: 21 de novembro de 2016, 13:57 | Atualizado: 21 de novembro de 2016, 13:57





