Diagnóstico laboratorial para Zika vírus é tema de reunião entre SES, Lacen e Organização Pan-Americana

Por Rosângela Cruz 

LACEN (1)Uma reunião no Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) na quinta-feira, 8, abordou os principais aspectos para a detecção e o diagnóstico laboratorial do Zika Vírus. A atividade integra as ações do termo de cooperação técnica formalizado entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ministério da Saúde (MS), Organização Pan-Americana de Saúde da Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).

 

O encontro contou com a participação da equipe técnica do Lacen composta pelos gerentes, Cliomar Alves (Imunologia e Biologia Molecular), Sandra Cavalcante (Bacteriologia), Luiz Passos (Diagnóstico de Produtos e Ambientes), Augusto Vieira de Almeida (Insumos Estratégicos), Antônio Fernando Viana (Entomologia), Cristiane Araújo (Recepção e Coleta de Amostras), Erika Dantas (Núcleo Redelab) e Daniela Cabral, do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da SES.

 

A consultora da Opas – escritório de Washington (EUA), Juliana Leite, e da Opas Brasil, e Christiane Matos, apresentaram o quadro epidemiológico relativo à circulação dos arbovírus – Dengue, Febre Amarela, Chikungunya e o Zika vírus no Brasil e alguns países das Américas. Na oportunidade, também foram debatidas as indicações para detecção laboratorial sorológica e molecular dos vírus.

 

Mércia Feitosa, coordenadora do Núcleo de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, explicou que o termo de cooperação técnica está vinculado a apoiar alguns Estados do Nordeste para o controle do Zika vírus e tem como finalidade fortalecer o diagnóstico da doença em Sergipe.

 

“Teremos o apoio de especialistas para avaliar os casos que ainda estão em investigação, os óbitos que ocorreram e os casos sem definição da causa (se era ou não, microcefalia, relacionado ao Zika, e também teremos a cooperação na parte da assistência onde ocorrerão capacitações para os profissionais que atuam na rede. O trabalho visa fortalecer as ações que já são realizadas no Estado. É um momento de agregar mais conhecimento”, afirmou.

 

A superintendente do Lacen, Danuza Duarte Costa, destacou que a discussão fortalece o trabalho de análises desenvolvido pelo Laboratório Central.

 

“Essa visão geral do cenário do Brasil e de outros países em relação à circulação das arboviroses é muito importante. Podemos avaliar a necessidade da prevenção e do controle do vetor, transmissor dos vírus, o mosquito Aedes aegypti”, disse.

 

No primeiro dia de atividades no Lacen, as profissionais da Opas trabalharam na revisão dos protocolos referentes aos procedimentos para coleta, transporte e análise do material encaminhado para exames, além da seleção de amostras para teste por PCR – Real Time e extração de RNA.

Publicado: 9 de setembro de 2016, 17:59 | Atualizado: 9 de setembro de 2016, 17:59