Conferência Estadual de Saúde de Sergipe elege 20 propostas para Nacional

O evento é vital para a manutenção da assistência à população para os próximos quatro anos e representa o início de toda a orientação do ponto de vista de planejamento que se pretende fazer na Saúde

A VII Conferência Estadual de Saúde, organizada pelo Conselho Estadual de Saúde (CES) de Sergipe, encerrou suas atividades com sucesso nesta sexta-feira, 14, com público recorde. O Evento, um fórum de debates que tem como finalidade discutir e avaliar a situação da saúde no Estado, aconteceu no Hotel Makai, na Barra dos Coqueiros. Foram três dias de debates e discussões acerca dos planos de ação e estratégias para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) o que proporcionará à população sergipana, melhores condições e maior qualidade de vida.

O CES é formado por representantes do Governo, dos prestadores de serviços, dos profissionais de saúde e dos usuários do SUS. A representação dos usuários é paritária, ou seja, composta por membros que representam, com igualdade, trabalhadores e empregadores, e diversificada, de modo a permitir que os diversos tipos de organizações – associações de moradores, sindicatos, associações de portadores de patologias e de deficiências, movimentos populares, etc. – possam apresentar suas demandas e fazer suas avaliações sobre a Política de Saúde desenvolvida no Estado.

Segundo o vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Eduardo Ramos, Sergipe está em primeiro lugar e realizou a maior conferência de todos os tempos, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Estadual de Saúde (Funesa). “Ouvimos 32 mil pessoas, foram feitas 2700 propostas, abrimos inscrições no site e se inscreveram 1270 observadores, recebemos 170 convidados, elegemos 640 delegados, tivemos rodas de conversas, tendas, 115 trabalhos científicos, votamos todas as propostas nas salas, consolidamos e, para o plenário foram para votação cerca de 400 propostas. 20 serão enviadas para a Conferência Nacional de Saúde. Estamos contentes e satisfeitos e só conseguimos isso graças à união entre gestão e conselho, só temos a agradecer e estamos muito felizes”, comentou Eduardo.

O diretor de Planejamento da SES, Davi Rogério Fraga de Souza, explicou que, considerando os instrumentos de planejamento do SUS, a Conferência Estadual de Saúde é vital para a manutenção da assistência à população para os próximos quatro anos e representa o início de toda a orientação do ponto de vista de planejamento que se pretende fazer na Saúde. É com base no Plano Estadual de Saúde que o Estado se habilita a manter a receita dos recursos federais recebidos da União.

“O Governo não mediu esforços para garantir a participação popular na construção desse tão importante instrumento de planejamento ouvindo todos os municípios. Aqui estão todos os municípios representados, toda a população de Sergipe representada, sendo ela enquanto delegados eleitos nas conferências municipais, observadores e estudantes das Universidades”, explicou Davi.

Já o diretor de Atenção Integral a Saúde da SES, João Lima, reforçou que o Plano Estadual de Saúde tem sua matriz de construção, iniciada neste momento, o que torna o evento tão importante.  “As propostas mais importantes e estratégicas que vieram dos municípios pela lógica do planejamento ascendente foram divididas e as que permanecerão como propostas estaduais vão gerar as diretrizes para o Plano Estadual de Saúde. A plenária final é sempre soberana, é a maior instância deliberativa”, disse João.

Na avaliação do presidente do Conselho de Secretários Municipais do Estado de Sergipe (Cosems), Enock Luiz Ribeiro da Silva, os três dias foram muito importantes com a representação dos 75 municípios e uma das propostas que ele espera seja apresentada e aprovada, é a revisão da tabela SUS que não ocorre há 16 anos.

“Esse é um momento único de onde sairão propostas que serão levadas para a Conferência Nacional. Hoje, os recursos repassados para os municípios são irrisórios e infelizmente não dá para tocar os serviços no dia a dia. Que o Estado também se sensibilize e veja uma maneira de contribuir para um programa de incentivo aos municípios e participação nesses repasses. Queria elogiar a Secretaria do Estado da Saúde que está de parabéns por dar condição ao CES de fazer essa formatação, de dar essa condição digna, esse espaço maravilhoso, onde todos tiveram a oportunidade de comunicação, foi muito bom”, concluiu Enock.

Para a diretora geral da Fundação Estadual de Saúde, Lavínia Aragão, é uma grande satisfação a FUNESA atuar como parceira na realização da 7º Conferência. “ Na condição de Escola de Saúde Pública, entendemos a conferência como um legítimo e potente espaço de educação permanente, uma vez que metodologicamente propicia vários momentos de discussão e construção coletiva de propostas voltadas para o constante fortalecimento do SUS”, finalizou.

Fotos: Valter Sobrinho ASCOM SES

Publicado: 17 de junho de 2019, 11:20 | Atualizado: 17 de junho de 2019, 11:20