Casos de hipertensão representam maioria dos atendimentos na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes
Internadas nas Alas Azul, Rosa e Verde da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) as gestantes alto risco recebem atendimento por casos de diabetes e rompimento prematuro da bolsa, no entanto os casos mais comuns na unidade são de gestantes portadoras de hipertensão, doença que pode trazer conseqüências graves para a mãe e o bebê.
Segundo a obstetra Alba Patrícia, chefe do setor na unidade, essas gestantes são as que mais dão entrada na Lourdinha. “Na maternidade os casos de hipertensão gestacional superam 60% das pacientes admitidas”, disse. A médica falou também que muitos casos são desconhecidos pela própria paciente. “Elas também não sabem que são portadoras desse tipo de patologia, daí entra o trabalho dos médicos, conscientizando, medicando e tratando essa paciente, seja ela já em trabalho de parto ou internada na ala rosa”.
Essas gestantes são acompanhadas por especialistas e recebem todo tipo de assistência. “Todas que são diagnosticadas têm atendimento freqüente do médico em sua ala, medindo pressão e prescrevendo o medicamento, observando também os sinais de nefrite e perturbações hepáticas , que podem causar a pré-eclampsia. Situação de muito risco para mãe e para o bebê. O melhor para evitar é manter uma alimentação saudável durante a gestação”.
Os casos de hipertensão acontecem na maioria dos casos na primeira gravidez, como é o caso de Silvia Guimarães. “Quando completei sete meses o médico me alertou sobre a minha pressão, que não havia tido melhoras, eu não sabia que era hipertensa e a notícia me deixou muito nervosa, assim, piorou ainda mais o quadro. Tive que dar entrada na maternidade para o acompanhamento ser mais preciso, estou desde semana passada. Minha pressão é medida a toda hora e meus medicamentos são pontualmente aplicados”, disse a dona de casa.
“Descobrir no meu primeiro filho que sou hipertensa, passei por muitos sustos e na segunda gestação já estava preparada. Fiz o pré-natal correto, comecei a tomar os medicamentos e me alimentar bem. Tive meu filho tranquila, com a pressão regulada e fui bem atendida pelos profissionais da unidade”, afirmou Gláucia dos Santos, paciente da ala azul.
Publicado: 26 de junho de 2017, 12:04 | Atualizado: 26 de junho de 2017, 12:04