Carnaval 2017: Camisildo leva mensagem de prevenção e saúde ao Caranguejo Elétrico
Por Acácia Mérici
Fotos: Programa Estadual de IST/Aids
Carnaval está bem próximo, mas o clima de festa já iniciou. Com toda alegria peculiar do período, a mensagem da prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) continua cada vez mais forte. Este fim de semana, o Programa Estadual de IST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde (SES) marcou presença no bloco “Caranguejo Elétrico “. O tema deste ano é ‘“Se o clima esquentar, não vacile: use camisinha”.
“Foi a nossa primeira participação no Carnaval 2017. Disponibilizamos preservativos masculinos e femininos, e todos os materiais promocionais da campanha. A receptividade foi excelente e as pessoas elogiaram muito a nossa persistência em continuar levando a informação em um momento como o Carnaval”, afirmou o médico Almir Santana, gerente do Programa Estadual de IST/Aids.
Quem desfilou na avenida de ‘roupa nova’ foi o carro Camisildo, veículo em forma de camisinha que, além da animação, passa a mensagem da conscientização. “Foi um momento especial de recordar as ações que já realizamos por anos durante o extinto Pré-Caju. As pessoas participaram bastante e isso nos motiva a trabalhar cada vez mais”, comemora.
Outra novidade foi o “chapéu camisinha”, que chama a atenção para a prevenção com muito humor.
A funcionária pública Maristela Souza acompanhou o Caranguejo Elétrico com as filhas e aprovou a ação do SES. “Saúde também se faz com alegria. Minhas filhas já são adultas e sempre converso com elas sobre a prevenção. O folheto está lindo. Adoramos o porta-camisinha”, comentou.
“A próxima ação no período de pré-carnaval será a presença da Unidade Móvel Fique Sabendo, dia 16, das 19h às 21 h, no Calçadão do bairro 13 de julho”, afirma Almir Santana.
Dados que preocupam
A Prevenção Combinada é o grande destaque da campanha de Carnaval 2017. Trata-se de medidas eficazes que fazem a diferença: a realização do teste rápido, o tratamento e a profilaxia pós-exposição para situações de risco. Além disso, há também o uso da medicação antirretroviral, que deve ser administrada até 72 horas após o contato com o vírus.
“E não é só isso. Também integra a Prevenção Combinada o teste rápido durante o pré-natal, medida usada pela gestante e pelo seu parceiro. Se o resultado for positivo, o tratamento precoce e correto reduzirá os riscos de transmissão para o bebê”, enaltece Almir Santana.
De 1987 até agora, Sergipe notificou 5.483 casos de HIV/Aids. De 2010 a 2016, foram 460 casos de Hepatites C, 757 casos de Hepatite B. Desde 2013 até agora, foram notificados 1.270 casos de Sífilis em gestantes e 1.432 de Sífilis Congênita, passada para as crianças.
Publicado: 13 de fevereiro de 2017, 16:52 | Atualizado: 13 de fevereiro de 2017, 16:52






