Caravana do interior faz doação de sangue no feriado
Uma comitiva de doadores de sangue chegou ao Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), no sábado, 15, para uma atitude solidária que é parte do projeto ‘Amigos da Vida’, desenvolvido na cidade de São Francisco, localizada na região do Baixo São Francisco, em Sergipe.
Segundo o líder do grupo, o enfermeiro Luan Araújo, essa é a quinta edição do projeto, cujas ações foram intensificadas após diagnóstico de leucemia identificado numa das conterrâneas. “A comunidade sempre contribuiu com doações de sangue, mas diante desse diagnóstico houve sensibilização diferente por parte dos moradores. Trouxemos cerca de 100 doadores voluntários e outros que estarão vindo posteriormente”, declarou.
Luan Araújo também é autor do projeto ‘Unit Mais Vida’, desenvolvido na Universidade Tiradentes e que estimula o cadastro de medula óssea. “Ficamos surpresos com a demanda que apontou, em primeira instância, quase mil cadastramentos de medula feitos não só pela comunidade acadêmica, mas pela população em geral. A ideia surgiu a partir da necessidade de pacientes da rede pública de saúde no município”, justificou.
O advogado Ewerton Luiz Nascimento é doador há pelo menos cinco anos. A intenção surgiu após tratamento para reabilitação da saúde da própria mãe. “O projeto tem um propósito bacana, que é o de ajudar a salvar vidas. Sempre que tem ação com a turma de São Francisco faço questão de dar a minha contribuição”, afirmou.
Para a cuidadora Leila Paula Santos, a solidariedade tem que estar presente em todos os momentos da vida. “No início da semana nosso líder reuniu a comunidade para tratar da doação de sangue. Ele também explicou sobre a importância do cadastro de medula óssea, daí fiquei pensando nesse serviço. Hoje estou preenchendo minha ficha e espero ser compatível para ajudar um paciente necessitado”, almeja a jovem.
Boa vontade
Na caravana de São Francisco os primos Lenoizia Vieira de Araújo e Fagner Araújo da Silva, realizaram a primeira doação de sangue. “Vivi uma experiência delicada há dois anos com meu esposo. Ele se acidentou e precisou de transfusão. Em função dessa necessidade percebi a importância da doação”, comentou Lenoizia. “Estou cursando enfermagem e os professores sempre relatam a importância estratégica desse serviço”, frisou Fagner, movido pela conscientização.
A gerente de Coleta do Hemocentro de Sergipe, enfermeira Florita Aquino, considera a ação do grupo de São Francisco como um exemplo a ser seguido por outras comunidades. “Estamos num feriado prolongado e mesmo assim o Hemose abre portas para doadores que, por algum motivo, decidiram realizar esse gesto do bem e de amor ao próximo. Que outras comunidades também sejam sensibilizadas e nos procurem. Estaremos de portas abertas para recebê-las”, convida a gerente.

Leila Paula Santos, cuidadora

Ewerton Luiz Nascimento, advogado
Publicado: 17 de abril de 2017, 15:12 | Atualizado: 17 de abril de 2017, 15:12