Bebês recebem imunização contra o vírus Sincicial Respiratório no Ambulatório de Seguimento

O Palivizumabe foi administrado em 40 bebês prematuros ou com doenças cardíacas e pulmonares que nasceram na MNSL

Bebês nascidos na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) foram imunizados com Palivizumabe, que confere proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A aplicação aconteceu nesta segunda-feira, 3, no Ambulatório de Seguimento Maria Creuza Brito de Figueiredo e beneficiou 40 crianças. A imunoglobulina induz a imunização passiva e é recomendado para crianças prematuras, com cardiopatia grave ou com doença pulmonar da prematuridade. 

Segundo a gerente do Ambulatório, Glória Barros, o Palivizumabe foi administrado em recém-nascidos com broncodisplasia e cardiopatias e essa foi a quarta das cinco doses que serão aplicadas até o mês julho. “É uma dose importante principalmente neste período de surgimento de muitos casos de síndrome respiratória aguda grave, porque os prematuros têm a imunidade mais baixa e mesmo que entrem em estado gripal não vão se agravar tanto devido à proteção do medicamento”, enfatizou. 

O Palivizumabe é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é administrado em Sergipe pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais do Estado de Sergipe (Crie), uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A aplicação é feita anualmente, por meio de cinco doses e a primeira foi realizada em março.

Para Samara Martins, do município de Estância, é muito importante imunizar o filho que nasceu prematuro de 25 semanas na MNSL e atualmente está com 10 meses. “Os hospitais estão cheios de crianças com gripe e com pneumonia e com este medicamento é mais difícil o meu bebê ficar doente. Tudo o que é bom para ele, eu venho atrás”, frisou.

Thaíssa Paz, mãe de três meninas, teve a mais nova há oito meses na MNSL e acha extremamente importante a imunização. “Maria Yara nasceu de 25 semanas com 810 gramas. Então eu tenho muito cuidado para ela não adoecer porque existem muitos vírus e muitas bactérias por aí. Ela precisa estar imunizada mesmo”, disse.

Fotos: Ascom SES

Publicado: 3 de junho de 2024, 20:04 | Atualizado: 3 de junho de 2024, 20:04