Baixa cobertura: SES pede empenho dos gestores municipais para ampliar vacinação

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Mércia Feitosa, apresentou nesta quinta-feira, 16, a prefeitos e secretários municipais de saúde o panorama da vacinação em Sergipe. Com números, gráficos e planilhas a coordenadora mostrou que a cobertura vacinal no Estado de Sergipe não é boa e pede aos gestores empenho para mudar o cenário que sinaliza com a possibilidade de reintrodução de doenças consideradas erradicadas no país.

A fala da coordenadora de Vigilância Epidemiológica ocorreu na abertura do II Encontro Sergipano de Prefeitos e Gestores de Saúde, realizado no Hotel Aquarius.  “Nós apresentamos a cobertura do Estado e por Região de Saúde e pedimos empenho dos gestores para a campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo, que tem neste sábado o seu Dia ‘D’. Nossa proposta é que os municípios realizem uma grande mobilização para que nossas crianças sejam imunizadas”, disse Mércia Feitosa.

Segundo ela, o objetivo da sua participação no evento foi o de destacar para aqueles que tomam as decisões na área da saúde, a necessidade de ações voltadas para a cobertura vacinal, que é importante inclusive para impactar na redução de hospitalizações, gerando economia nos gastos públicos.

O secretário de Saúde de Cedro de São João, Danilo Barbosa Morais, revelou que em seu município o trabalho vinha sendo feito acabava sendo desgastante porque apenas esperavam que as crianças fossem levadas para vacinar. Perceberam que essa forma não deu bons resultados e adotaram busca ativa. “Nos últimos dois anos, não havíamos atingido a meta de cobertura vacinal, mas com a Influenza já foi diferente porque realizamos a busca ativa. E para o sarampo e a pólio vamos fazer o mesmo trabalho”, disse o secretário.

O mesmo está acontecendo no município de Propriá, como informou o secretário Iokanaan Santana Filho. “Estamos fazendo um trabalho de busca ativa justamente do público alvo para que a gente possa atingir as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Além disso, estamos também fazendo campanhas de orientação à população através de carro de som, de mídias sociais e estamos indo nas escolas, chamando os pais e professores, para que tragam as crianças para o posto de saúde e sejam imunizadas”, atestou.

 

FOTOS: Flávia Pacheco

Publicado: 17 de agosto de 2018, 07:07 | Atualizado: 17 de agosto de 2018, 07:07