“Sergipe é terreno fértil. Aqui se pode apostar, investir”, afirma consultora do UNICEF

13 de junho de 2018

“Em Sergipe todas as ideias são bem recebidas. O que se traz tem adesão por parte do Estado e dos municípios, porque já estão preparados, articulados. Costumo dizer que aqui é terreno fértil. Aqui pode-se apostar, investir, que os resultados são certos”, disse a consultora do Unicef, Maria de Lourdes Magalhães. Ela observou que ao chegar a Sergipe, já encontrou prontos os kits multissensoriais de estimulação precoce que auxiliarão crianças com deficiência intelectual.

A consultora fez referência às oficinas da rede de inclusão, que acontecem no auditório do Centro Administrativo da Saúde Senador Gilvan Rocha desde ontem, 12, e seguem nesta quarta -feira 13, com o objetivo de fortalecer a atenção integral às crianças afetadas pelas infecções congênitas como sífilis, toxoplasmose, rubéola e outras (Storch) e pelo vírus da Zica.

O foco do evento é a integração das redes de atenção e o trabalho Intersetorial para a estimulação de crianças com alterações no desenvolvimento, seja realizada no ambiente domiciliar e escolar ou não, segundo informou a coordenadora estadual de Rede de Atenção à Saúde, Socorro Xavier.

Ela explicou que a visita a Sergipe do ministro da Saúde, Gilberto Ochhi, na segunda-feira, demonstra o com promisso do governo federal com as pessoas com deficiência, ao trazer boas notícias referentes à liberação de recurso financeiro para a compra dos equipamentos do Centro Especializado de Reabilitação (CER IV).

Excelência 

Ressaltou ainda, que Sergipe está em processo de organização dos pontos de atenção que compõem a Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência (RAPcD).“Hoje temos habilitados três centros especializados de reabilitação (CER) trabalhando com as modalidades intelectual e física que são a Associação de Apais e Amigos do Excepcional (Apae), o Centro de Integração Raio de Sol (Ciras) e o Serviço de Reabilitação Fìsico Motora (Serfismo) e a perspectiva de abrir um CER III (auditiva, intelectual e física) em Lagarto. Teremos em breve o primeiro centro de excelência nas quatro modalidades em reabilitação que é o CER IV em Aracaju, sendo referência para todo Estado de Sergipe.

A gerente do Banco de Leite Humano Marly Sarney e representante do ambulatório Follow-up, Magda Dórea, destacou a importância do evento que reúne Unicef,  Ministério da Saúde e secretarias estadual e municipal de Assistência Social e Educação, além de atores interessados no tema.

“Vamos fazer uma apresentação, mostrar o que Sergipe está fazendo para as crianças com deficiência, principalmente as com microcefalia. O Estado todo foi convidado para esse movimento que visa a inclusão das crianças principalmente as que têm entre dois e três anos”, observou a enfermeira.  Ela disse que o encontro é uma grande reunião com foco em nascimento de qualidade, sendo por esse motivo, que a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes está presente, trabalhando os direitos da criança”, disse Magda.

 

Poder público

“Nós, enquanto poder publico, enquanto profissionais da redes estadual e municipal temos desafios muito grandes. Estamos  em pleno século XXI,  em um momento que não é possível dizer à família sergipana que não podemos atender seus filhos, seja na educação, assistência ou saúde. Precisamos, sim, incluir e nos preparar para que essas pessoas sejam vistas  e respeitadas”, disse a vice prefeita de Aracaju, Eliane Aquino.

“Esse é um momento ímpar em que podemos estar próximos às famílias que nos últimos três anos tiveram de enfrentar a problemática do zica vírus. Deixar claro que elas não estão sozinhas e que é papel do poder públicoestar com as famílias sempre e levar até elas o tratamento e procedimentos que tanto merecem”, disse a secretária de Assistência Social do Município, Rosane Cunha.

“Essa é uma estratégia que nasceu em 2015, a partir da epidemia do zica vírus, sendo a Unicef mentora do projeto que abrande redes de inclusão. A princípio aconteceu em Pernambuco e Paraíba, que foram os Estados com maior número de casos da microcefalia. A iniciativa nasceu a partir da necessidade de se trabalhar a estimulação precoce, orientando as famílias a atuarem nesse procedimento, passar a maior parte do tempo com seus filhos, brincando e estimulando o desenvolvimento dessas crianças”, observou Aline Exaltação Franca Oliveira, Área Técnica da Rede de Atenção a Pessoas com Deficiência da SES

Ela observou que diante do quadro, a SES fez a solicitação a UNICEF e ao Ministério da Saúde para que trouxesse a estratégia para Sergipe, contemplado os municípios de Própria, Nossa Senhora de Socorro, Nossa Senhora da Gloria e  Lagarto.

 

Fotos: Flávia Pacheco/SES




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