Darcy participa de entrevista e destaca ações que mudam atendimento no Huse

12 de junho de 2018

Em entrevista na manhã desta terça-feira, 12, concedida ao radialista Jairo Alves, durante o programa Linha Direta, na Rádio Cultura AM, o superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Darcy Tavares, destacou os avanços que diversos setores do hospital vêm passando desde o início da gestão. O apresentador iniciou a conversa questionando sobre a superlotação do hospital e as melhorias para minimizar a situação, além das filas de cirurgias eletivas, oncologia, hospitais regionais, manutenção, UTQ e isonomia salarial.

“O Huse é parte de uma rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e, qualquer operação que se faça em algum ponto desse sistema vai afetar o hospital, já que ele é o único de alta complexidade do Estado, ou seja, é o ponto final, então, essa superlotação está nitidamente ligada com o funcionamento de toda a rede. Quando aceitei o convite do governador Belivaldo Chagas para assumir o Huse me foi dada a missão de humanizar o hospital ou diminuir aquela condição de superlotação. Aceitei o desafio e temos trabalhado diuturnamente no sentido de cumprir a determinação do governo. Estamos colhendo alguns resultados”, explicou o superintendente.

Ele destacou algumas medidas que foram adotadas. “Não vou dizer a você que nós chegamos naquilo que esperamos ou que é esperado, mas avançamos em algumas medidas, como o fim dos corredores lotados. Quando nós assumimos o Huse tínhamos cerca de 112% de pacientes acima da sua capacidade, depois de 20 dias nós reduzimos isso para 80% e hoje nós giramos em torno de 60% de pacientes acima da capacidade, então, houve uma redução considerável. É importante dizer que nós estamos mantendo essa situação e trabalhando no sentido que a gente chegue ao mais próximo possível de trabalhar dentro da nossa capacidade, isso facilita bastante e dá um melhor conforto aqueles pacientes que nos procuram, que estão internados naquela unidade”, enfatizou.

Há quase trinta dias a gestão mantém uma situação confortável dentro do Pronto Socorro, com a diminuição da superlotação no corredor da catástrofe que estava sendo ocupado por mais de 50 macas. “Hoje eu posso lhe assegurar que esse corredor continua vazio, nós ainda temos problemas na Área Azul, com pacientes de baixa complexidade. Outra questão é que nós temos pacientes internados lá que estão de alta médica e que permanecem ocupando leitos porque eles não têm onde fazer a hemodiálise e isso o município precisa resolver junto às clínicas privadas, nós já tivemos uma conversa inicial e tenho certeza que o eles também estão preocupados com isso, de resolver essa questão”, enfatizou Darcy Tavares.

Quanto a contratação de profissionais para complementação de escalas, o superintendente foi enfático. “Para melhorar as escalas, nós estamos solicitando da SES a contratação de profissionais para clínica médica, agilizando o atendimento aos nossos pacientes e estamos fazendo um estudo no que se refere ao pessoal de enfermagem, mas, é bom destacar a equipe dedicada e competente do Huse. Eu me surpreendo diariamente. Para se ter uma ideia, naquele acidente de Poço Redondo, com pessoas que estavam a passeio, foi montada uma ação para receber 40 vítimas, mas, somente quatro foram reguladas para o Huse. Me dá um orgulho muito grande dessa equipe”, disse.

Filas de cirurgias eletivas

Procuramos dar maior agilidade na resolutividade para os pacientes e o resultado é esse que nós estamos colhendo. Agilizamos exames, cirurgias e contamos com a parceria importante do Hospital Cirurgia, sem ele ficaria difícil a gente avançar nesse sentido e estamos traçando uma estratégia com todos os hospitais da rede, por isso é importante que ela funcione dentro da sua capacidade máxima, para que o Huse possa trabalhar dentro da sua finalidade que são os procedimentos de alta e média complexidade”, declarou.

O Hospital de Socorro passou por uma pequena adaptação e serão transferidos para lá uma especialização que é a cirurgia ortopédica de mão, liberando leitos cirúrgicos no Hospital Cirurgia, que serão ocupados com outras demandas. Os pacientes com fratura de colo de fêmur serão transferidos para o Hospital de Estância. Já o Hospital de Itabaiana está operando cirurgias ortopédicas, aumentando para 10 procedimentos. As neurocirurgias já estão sendo feitas uma média de 3 por semana, pois, elas demandam um tempo maior.

Oncologia

Sobre o Centro de Oncologia, o superintendente disse se manter preocupado. “A Oncologia ainda tem me preocupado pela questão da regularidade dos medicamentos quimioterápicos e que consequentemente por algum motivo alheio a nossa vontade tem atrasado na distribuição. Nós estamos trabalhando junto a SES no sentido de resolver esse problema, já solicitamos orientação do próprio governador para que essas compras sejam agilizadas e feitas dentro do planejamento que a gente não sofra a descontinuidade que do tratamento que já aconteceu num passado recente”, pontuou.

Hospitais Regionais

No que se refere aos Hospitais Regionais, Darcy Tavares, disse que é necessário observar as três esferas governamentais que compõem o SUS. “Essa é uma questão complexa porque nós estamos focando somente nos regionais, mas, há que compreender que o SUS é composto das três esferas governamentais: municipal, estadual e federal. Cada esfera dessa tem obrigações legais, obrigações que a própria constituição determina é necessário que faça uma revisão que nem sempre os municípios não estão cumprindo com a sua parte, uma parte considerável e que impacta no atendimento hospitalar”, respondeu.

E completou. “Você veja a questão do Huse, se nós tivessémos uma rede funcionando adequadamente como a gente estuda e como foi planejada, não precisaria que o Huse fosse porta aberta, ou seja, o Huse como hospital de alta complexidade deveria ser um hospital onde as pessoas que fossem para lá elas fossem referenciadas, elas já passaram por um centro de saúde, um posto de saúde, uma UPA e lá foi detectado que o caso do paciente não é de resolutividade naquela unidade e sim no Huse, referenciando o paciente e o Huse resolvido o problema devolveria esse paciente de onde ele veio para que continuasse esse paciente uma vez que o problema da alta complexidade fosse resolvido no local adequado, isso melhoraria o sistema consideravelmente”, disse.

Manutenção

“A escassez de recursos é real em todos os setores, a gente no Huse não é ordenador de despesas, a gente demanda e o secretário lidera e a gente fica só cobrando ao coordenador financeiro. Hoje você não vê em nenhum estado que eu conheça que as unidades financeiras tenham gestão financeira, isso realmente dificulta, porque até pequenos reparos têm que passar pela burocracia. A realidade é que a saúde tem uma necessidade diferenciada de qualquer outra área, com a questão da greve dos caminhoneiros, nós sofremos pouco, mas sofremos, estávamos correndo o risco de sem combustível não rodar nenhuma ambulância, eu tive que resolver uma questão com uma medicação oncológica, fornecimento de material que são essenciais para a UTI e que estavam parados nos aeroportos”, esclareceu o superintendente do Huse.

UTQ

Sobre a preparação para o período junino, Darcy Tavares foi questionado o que tem sido feito e a estrutura montada. “A ala está preparada com uma equipe muito boa e anualmente nós iniciamos o mês com um treinamento para os profissionais que vão atuar diretamente no atendimento ao paciente vítima de queimaduras, objetivando uniformizar o atendimento e capacitar os colegas do interior e evitar o transporte desnecessário para o Huse e no interior já resolverem. Estamos com nossa equipe alerta e com todas as orientações possíveis transmitidas para os envolvidos”, mencionou.

Isonomia salarial

Para finalizar a entrevista, o apresentador questionou quanto a isonomia salarial de alguns profissionais. “Essa questão nós tivemos com o sindicato na época e que foi criada ao longo dos anos, desde a criação da FHS e foi agravado por uma série de acomodações daquela coisa de quem faz mais pressão. Houve uma conversa com a presença do governador e o que ficou acertado foi que teria nomeado uma comissão entre alguns médicos do sindicato e técnicos da SES para fazer um levantamento do que foi que houve e qual o fundamento legal que criou essas gratificações e com isso, apresentar uma proposta para ver quais medidas para equalizar essa situação ou chegar o mais próximo possível e bem mais confortável”, concluiu.




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