Darcy Tavares faz um balanço dos primeiros 15 dias como superintendente do Huse durante entrevista em programa de rádio

16 de maio de 2018

Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 16, ao radialista e deputado estadual Gilmar Carvalho, na emissora de rádio Mix FM, durante o programa Fala Sergipe, o superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Darcy Tavares, fez um balanço da situação do hospital em alguns setores e dos quinze dias em que está no comando do maior hospital público do estado.

Durante a entrevista foi falado sobre o Centro de Oncologia, o Hospital Cirurgia, o Hospital Pediátrico e principalmente a Ortopedia do Huse, além de outros temas em que o superintendente destacou melhorias que estão sendo realizadas diariamente. “Existia uma fila de pacientes da ortopedia que chegava diariamente a 60 pacientes, hoje, essa fila está em torno de 30 pacientes e isso já é visível e possível graças a uma série de ações que a gente está implantando no Huse. Com relação aos pacientes do trauma, nós temos uma redução de 25% nesse pequeno período que estamos administrando, isso se deve as atividades externas e ações extra-hospitalar”, enfatizou.

Hospital Cirurgia

Quanto ao Hospital Cirurgia, Darcy Tavares, destacou que a relação melhorou e que o hospital tem um papel relevante no sistema de saúde de Sergipe. “A relação com o Hospital Cirurgia melhorou muito, eu já fui diretor-presidente da instituição durante 6 anos e isso facilita a relação institucional. O Hospital Cirurgia sempre foi e ocupa um papel relevante no sistema de saúde de Sergipe. O Hospital Cirurgia faz o papel de hospital público geral, nós transformamos o Huse nesse papel, ele foi criado para ser o grande hospital de urgência de Sergipe, mas, na realidade, aos poucos ele foi se transformando em hospital geral e o Hospital de Cirurgia ele ocupa essa posição como sendo um hospital filantrópico, um hospital que é referência para cardiologia, para cirurgias eletivas e para as neurocirurgias, então, tudo isso ele compõe o extrato de atendimento do estado que facilita o atendimento do Huse, pois, o Huse acaba absorvendo muita ocorrência que não é da sua finalidade principal que é a urgência, então, o Hospital Cirurgia funcionando adequadamente ele desafoga o Huse de determinados procedimentos que não são feitos lá”, explicou.

No Pronto Socorro do Huse algumas ações estão sendo realizadas para esvaziar os corredores. “Temos muitos pacientes nos corredores, em algumas ocasiões já esvaziamos a área de catástrofe, nós estamos fazendo esse trabalho com essas ações internas e externas, mas, ainda temos muitos pacientes no corredor e a gente está trabalhando com muita seriedade no sentido de que a gente diminua bastante esses pacientes no PS, já diminuímos um pouco e precisamos diminuir mais ainda, com a volta do Hospital Cirurgia essa diminuição vai ocorrer mais rapidamente”, pontuou.

Centro de Oncologia

Questionado sobre o Centro de Oncologia do Huse, o superintendente ressaltou que a dificuldade é quanto a manutenção regular dos quimioterápicos. “A medicação Taxol chegou ontem e já começou a ser aplicada nos pacientes. O que estamos discutindo com a Secretaria de Saúde é uma forma da gente manter a regularidade dessas medicações e o que nos foi indicado é que vamos fazer uma compra a cada 15 dias, a gente revê o estoque e faz o pedido. Esperamos que com isso a gente não tenha essas faltas de medicamentos que prejudicam nossos pacientes”, informou.

Terceirizados

Quando perguntado sobre o atraso de pagamento sobre os terceirizados da Embrapes, Darcy Tavares disse que o Huse não é ordenador de despesas. “Quero deixar claro que toda a movimentação financeira é feita pela SES, mas, preocupados com a situação entramos em contato com o diretor administrativo financeiro da secretaria e tivemos também com o nosso secretário interino e que garantiram sentar com representantes da empresa para solucionarem o problema”, disse.

Hospital Pediátrico

Sobre o Hospital Pediátrico do Huse, o superintendente não detectou nada fora da normalidade. “Estive na pediatria e não detectei nada fora da normalidade, semana passada houve um excesso de pacientes infantis, mas, isso é sazonal por causa do período das viroses que aumentam a demanda no Huse, nas clínicas privadas também há um excesso devido as viroses, mas, eu estive lá e não vi nada pontual”, declarou.

Pacientes Nefrológicos

A respeito dos pacientes nefrológicos, Darcy Tavares, explicou a situação dos pacientes que estão de alta médica e continuam internados para fazer hemodiálise no Huse. “Temos mais de 30 pacientes de alta médica e não posso mandar para casa, porque eles são pacientes renais e precisam da garantia de fazer suas hemodiálises, mas, em clínica conveniada, mas o município não tem disponibilidade, então não posso mandar o paciente pra casa”, explicou o superintendente.

Ele ressaltou ainda que está havendo um aumento de casos e que é preciso discutir o aumento das cotas nas clínicas. “É preciso que chame as clínicas e aí é um papel do município para rediscutir o quantitativo dessas cotas. Eu já solicitei ao secretário que promova uma reunião com a Secretária de Saúde do município para tratar esse assunto, o que me deixa angustiado é ter 30 pacientes em condição de alta e que o Huse está com superlotação e eu não poder mandar eles pra casa, é preciso que juntos a gente consiga equacionar uma melhor solução para essa situação”, ressaltou.

Apoio do Governador

O superintendente do Huse concluiu a entrevista destacando o apoio do governador Belivaldo Chagas. “O apoio do governador do Estado tem sido constante durante esses 15 dias em que fomos convidados. Essa questão do Hospital Cirurgia eu sou testemunha que ele está empenhado em dar uma solução ao problema e isso eu tenho participado das reuniões com o Governador, com o presidente do Hospital Cirurgia e com o Secretário de Saúde. Tenho visto um empenho muito grande com relação ao foco saúde. Relacionei as faltas mais urgentes do Huse e uma delas foi o quimioterápico que foi rapidamente solucionado”, concluiu Darcy Tavares.




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